Fundação Vale gradua negócios sociais apoiados pelo AGIR EFC

 Programa AGIR foi desenvolvido pela Fundação Vale



“O AGIR foi um divisor de águas na comunidade. Antes a gente não tinha autoestima, agora somos empreendedoras! ”. A declaração de Ivoneide Oliveira da Silva traduz o sentimento na graduação dos negócios sociais apoiados pelo Programa de Apoio à Geração e Incremento à Renda da Estrada de Ferro Carajás (AGIR EFC). Ivoneide é uma das empreendedoras do negócio social “Delícias da Vila Pindaré”, em Buriticupu (MA).
 
Para a diretora da Fundação Vale, Isis Pagy, a inclusão socioprodutiva, a formação empreendedora e o protagonismo foram pilares motivadores do AGIR EFC. “Encerramos agora o AGIR com o sentimento de dever cumprido pois, para além da geração de trabalho e incremento da renda, promovemos mudanças positivas na realidade dos participantes com melhoria nas condições de trabalho e qualidade de vida”, completa Isis.
 
O AGIR foi desenvolvido ao longo de 3 anos com o foco no desenvolvimento de alternativas de trabalho e renda para vendedores informais que atuavam ao longo da Estrada de Ferro Carajás. Durante este tempo, várias etapas foram desenvolvidas: mobilização, prototipagem, incubação, aceleração e graduação de 22 negócios sociais.

Agora, o programa encerra sua última etapa e os grupos produtivos passam a atuar de forma integrada por meio da Rede Mulheres do Maranhão, que será assistida pela Fundação Vale em 2018 e terá como foco a comercialização em rede e o encadeamento produtivo. O momento final foi marcado pela diplomação dos empreendedores e pela inauguração da sede conjunta dos empreendimentos “Padaria Três Amores” e “Ateliê Bubasa Estilo”, em Arari (MA).
 
 
 
 
Desenvolvido pela Fundação Vale, em parceria com o Instituto de Socioeconomia Solidária (ISES) e com o apoio da Vale, o programa AGIR EFC buscou alternativas de geração de renda para as pessoas que tinham como fonte de renda o comércio informal de alimentos às margens da Ferrovia. Os empreendedores foram acompanhados e orientados, a partir de seus desejos e das vocações locais, a encontrar novas formas de geração de trabalho e renda.
 
Ao longo de 3 anos, o Programa estruturou 22 negócios sociais distribuídos em sete municípios ao longo da ferrovia, entre os estados do Maranhão e Pará. Os empreendedores receberam apoio em infraestrutura, maquinário, como também acompanhamento técnico em toda a gestão integrada dos negócios (produção, venda, compras, finanças e governança).