Ciclo Saúde Indígena divulga relatório os com resultados que fortalecem o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena nos DSEI Guamá Tocantins e Maranhão

Entre 2025 e 2026, a Fundação Vale e as equipes de Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais (PICT) da Vale, em parceria com o Instituto de Pesquisa e Apoio ao Desenvolvimento Social (IPADS), desenvolveu o projeto Ciclo de Saúde Indígena, uma iniciativa de apoio ao Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SASISUS) nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Guamá-Tocantins, no Pará, e Maranhão. O trabalho reuniu ações de capacitação profissional, fortalecimento da gestão e doação de mobiliário e equipamentos. O projeto divulgou o relatório final de todas as atividades realizadas em conjunto com a organização institucional já existente nos territórios.

Ao longo do seu desenvolvimento, o CSI realizou seis oficinas presenciais nos municípios de Santa Inês (MA) e Marabá (PA). Ao todo, estiveram presentes 185 profissionais de saúde e lideranças indígenas que foram capacitados e certificados nos temas Saúde da Criança e do Adolescente, Saúde da Mulher e Bem Viver (Saúde Mental). As formações resultaram ainda na elaboração de 17 projetos de micro intervenção territorial, desenhados pelos próprios participantes a partir dos desafios observados em suas comunidades, e na produção da coleção didática Caminhos do Cuidado, com quatro volumes técnicos.

Com o intuito de auxiliar no desenvolvimento dos DSEI, foram construídos diagnósticos situacionais e elaborados dois Planos de Desenvolvimento Institucional (PDI). Esses materiais possibilitaram alguns avanços como a informatização de registros assistenciais e a maior participação dos DSEI em instâncias de articulação do SUS.

Ao longo da sua atuação, o Ciclo Saúde Indígena entregou 423 bens patrimoniais, entre equipamentos médicos, odontológicos, audiovisuais e mobiliário, que beneficiaram unidades básicas de saúde indígena, polos-base e CASAI nos dois territórios. As entregas foram formalizadas em junho de 2026, em cerimônias em Marabá (PA) e São Luís (MA).

O relatório apresenta ainda pontos de atenção em relação a complexidade logística de atuar em territórios indígenas, como questões de longas distâncias, deslocamentos terrestres, fluviais, limitações de conectividade e a diversidade linguística e cultural entre os povos atendidos. Essas condições reforçaram a importância de um planejamento que olhe de modo particular e individualizado para cada território.

O Ciclo de Saúde Indígena deixa como legado diagnósticos, planos e recomendações técnicas que podem orientar a continuidade das ações nos DSEI Maranhão e Guamá-Tocantins.

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