05/09/2017 - Saúde

 Projeto foca em saúde para comunidades quilombolas no Maranhão

 Cuidadores são da própria comunidade




Presente em dez quilombos localizados nos municípios de Itapecuru Mirim e Santa Rita, no Maranhão, o projeto ‘Cuidadores em Saúde’ está beneficiando cerca de 370 famílias por meio de uma rede de cuidado constituída por membros da comunidade e agentes comunitários de saúde para o estímulo à prática de promoção à saúde nestas localidades.
 
A iniciativa é da Fundação Vale, em parceria com o Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD), que incentiva o autocuidado nas localidades atendidas. Em Santa Rita, o foco é o cuidado com a gestante e o recém-nascido, buscando estimular a realização de exames pré-natal e orientar sobre os primeiros cuidados com a criança, como amamentação e higiene, contribuindo para redução de óbitos de bebês no município.
 
O projeto capacitou pessoas da própria comunidade para promoverem o trabalho de cuidadores solidários. O atendimento consiste na realização de visitas às mães e futuras mamães para que possam tirar dúvidas, receber orientações sobre os cuidados necessários, além de recebem enxovais e o Kit Umbiguinho, composto por materiais que auxiliam na limpeza do coto umbilical.
 
Mariana, que mora em Santa Rita e está grávida de 7 meses, reconhece o valor do projeto para sua saúde e a saúde do bebê. “Dos meus outros quatro filhos não fui acompanhada (no parto), da minha outra menina e desse estou recebendo a atenção dos cuidadores. Para mim, está sendo muito bom por causa dos conselhos e dicas que recebo que não tinha ideia”, conta Mariana.

Outro foco de atendimento são os moradores de quilombos localizados em Itapecuru Mirim, com monitoramento da pressão arterial e do nível de glicose dos moradores locais. Um mutirão detectou os déficits em saúde da população local, quando identificou-se que aproximadamente 30% da comunidade sofriam de hipertensão e diabetes.
 
Os cuidadores solidários foram capacitados para monitorar, duas vezes por semana, a pressão e a glicemia dos moradores e orientá-los sobre dietas, práticas de exercícios físicos e uso diário de medicamentos prescritos pelos médicos. Para a capacitação, o projeto contou com uma equipe de especialistas nas áreas de Nutrição e Educação Física. “Antes, eu tinha que me deslocar para fora da minha comunidade para medir a pressão. Hoje, com a chegada do projeto, nós temos as cuidadoras que estão sempre por perto nos ajudando”, contou a moradora de Pedrinhas Maria Catarina, diagnosticada com hipertensão e diabetes.