29/05/2020 - Institucional

 Remexe Favelinha: máscaras produzidas por ateliê são destaque no New York Times

 Cooperativa gera renda para os moradores do Aglomerado da Serra


Com o início da pandemia do novo coronavírus, o uso de máscaras se tornou obrigatório em vários estados do país, seguindo a recomendação da Organização Mundial da Saúde. A agência reforçou ainda que a população priorizasse o uso do equipamento de segurança confeccionado de forma artesanal e caseira para que, assim, não houvesse um consumo desproporcional das máscaras que são direcionadas aos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à doença.

Neste contexto, a cooperativa Remexe Favelinha, do Centro Cultura Lá da Favelinha, no Aglomerado da Serra, em Minas Gerais, ganhou projeção internacional. A iniciativa, apoiada pela Fundação Vale, teve suas máscaras coloridas exibidas com destaque pelo jornal estadunidense The New York Times. Com a visibilidade, receberam cerca de 10 mil pedidos de produção das peças, que são vendidas a cinco reais.

As máscaras seguem protocolo e orientações fornecidos pelo Ministério da Saúde e possuem estampas e cores diferentes. Para respeitar o momento de isolamento social, as vendas são concentradas nos perfis das redes sociais do Lá da Favelinha e Remexe da Favelinha:

instagram.com/ladafavelinha e facebook.com/oficinaladafavelinha

Com o crescimento da demanda, o número de pessoas no ateliê de costura aumentou: agora conta com 25 pessoas, desde costureiras a motoboys que realizam as entregas na região. Toda a renda gerada com as vendas do equipamento de segurança é revertida para as pessoas que atuam no projeto.

Apoio da Fundação Vale - a cooperativa Remexe Favelinha participou do Programa de Empreendedorismo Social Comunitário – PESC, em um programa de 12 meses que se encerrou em janeiro de 2020. Após o período de incubação, a renda média mensal dos participantes havia passado de cerca de R$ 1 mil para R$3,3 mil.